domingo, 3 de agosto de 2014

No dia em que eu nasci, estava predestinado. Uma nuvem negra pairou sobre a maternidade. Matei minha mãe no parto. Roubei-lhe a tristonha vida. Nunca fui amamentado em seu colo quente e aconchegante. Foi uma morte brusca. De uma vida que evanesceu de repente. Sem saber que era maldito. Era o ponto cego do meu nascimento, o nascimento da morte. Onde a vida principia, também a morte se inicia. E como príncipe da morte fui ungido, sob o signo da maldição que recaiu sobre mim.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

              Eu não mato pessoas porque elas mereçam morrer. Eu matei um homem. PRECISO DIZER. Sei que haverá alguém aqui para me ouvir. Quando vim até aqui pela primeira vez... Um homem não, mais de um, vários. E mulheres. E crianças. Eu não estava preparado. Também já matei um gato, mas este não vou contar. Eu tenho muitos nomes. Eu vou falar pouco sobre mim no começo. Vou logo contar como matei a primeira dessas gentes.