domingo, 3 de agosto de 2014

No dia em que eu nasci, estava predestinado. Uma nuvem negra pairou sobre a maternidade. Matei minha mãe no parto. Roubei-lhe a tristonha vida. Nunca fui amamentado em seu colo quente e aconchegante. Foi uma morte brusca. De uma vida que evanesceu de repente. Sem saber que era maldito. Era o ponto cego do meu nascimento, o nascimento da morte. Onde a vida principia, também a morte se inicia. E como príncipe da morte fui ungido, sob o signo da maldição que recaiu sobre mim.

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